Nitrate, mon Amour ( com Louise Brooks) por Colette Saint-Yves
O corpo quente
de toques
carícias
olhares
fazendo piruetas
dançando no espaço
borbulhando o sangue
sangue
sangue fervente
sem alívio
sem ombro amigo
sem desocultar
apenas fervente
saindo pela boca
jorrando pelos ombros
melando o peito
caindo pelos braços
derrubando pelos dedos
sujando
lavando
secando
a alma que anseia
e pede
a cada passagem
a cada vista
o olhar de volta
o solidarizar
de outro corpo vazante
que sem contato
sente os dedos do desejo
e as lágrimas de amar.
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