terça-feira, 13 de março de 2012

Ao pé da cama

Dorme.
Já passa das cinco
e você aí, incompleto
os olhos vermelhos
as mãos desesperadas
o corpo frio...

Dorme.
Te vi morto
mas não tive coragem de enterrar
gostaria que o fizesse.

Dorme.
Pois quero que não veja
que não presencie
a chuva que cai
ela cai de mim

minha face
minhas mãos,
meus olhos,
tudo
derreteu
de tanto fingir.

Dorme.


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