Era uma vez uma janela
que não era pura e simplesmente janela
era o lar dos que esperavam
todos os dias
lar das longas horas
lar das noivas cadáveres
dos encontros jamais ocorridos
das mãos que não vão se tocar
dos corpos que não vão se fundir
das primaveras jamais florescidas
dessa vez a espera é longa
é para sempre.
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